Personagens

 

Paulicéia, a centopéia desvairada. Sempre apressada, levando os filhos da casa pro colégio e depois tendo que ir para o trabalho (dá aula em 3 escolas diferentes), seu sonho é ter um tempo para fazer as unhas e relaxar num SPA próximo à fazenda.

Anacleto, o porco democrata. Contrariando a própria natureza, Anacleto é pelo Estado Democrático de Direito. Um defensor das instituições.

 

 

 

Crisovaldo, o curió. Sonha em formar uma dupla sertaneja. Mudou o nome pra Cris por sugestão do empresário. Procura, desesperadamente, uma segunda voz.

Pauderney Fudêncio, o coelhinho tarado (redundante). Os humanos adoram coelhos. Acham que são os bichos mais fofinhos da face da Terra. Coelhos são criaturas devassas. Se você pudesse conversar com um coelho, jamais o daria para a sua filha de 6 anos de idade.

 

 

 

9 horas, o macaco metódico. Tem TOC (Transtorno Obssessivo Compulsivo). Facilmente manipulável, é massa de manobra na mão de bichos mais espertos da fazenda.

 

 

 

Azambuja, a coruja ex-militante de esquerda. Professor de História aposentado depois de um acidente com linha de pipa, hoje vive de conversar com o Filonéscio sobre os mistérios da vida.

Chorume, o gambá fabricante de perfume. Formado em Farmácia, não entende por que o seu negócio – A Laqua de Fedore, não vai pra frente.

 

 

 

Betto, o marreco teólogo. Convencido de que Deus fez alguma coisa  (ou várias) errada desde a criação do mundo, explica as escrituras de uma forma só sua.

 

 

 

 

Brie, o rato rico. “- Enchanté” é o que mais você ouvirá ele falando. De gosto refinado, foi educado em Nice e veio para o Brasil por acaso.

 

 

 

Muçarela, o rato pobre. Carioca da gema, foi parar na fazenda ao pegar o trem errado no ramal de Japeri. Vive tirando sarro dos modos refinados do Brie.

 

 

 

 

Calixto, o urubu prolixo e pró-lixo. Vive na periferia da cidade, mas costuma aparecer pela fazenda nos finais de semana. Falador, contador de causos urbanos, é um malandro de lábia afiada.

 

 

 

Columba, a pomba neurótica. Também vive na cidade grande e passa os finais de semana na fazenda. Alucinada com o ritmo da metrópole, está ficando cada vez mais surtada.

 

 

 

Batista, o pardal Capitalista. Usa a fazenda apenas como dormitório. Diz trabalhar na cidade grande,  mas já foi visto fazendo pequenos furtos na Praça da Matriz. Seu desejo é mudar de vida o quanto antes e se tornar um emergente.

 

 

 

 

Cristiano Ronaldo, o cavalo metrossexual. Bonito, malhado, depilado, sempre aparece com um novo penteado, mas não dá a menor atenção para a Jéssica Alba.

 

 

 

Jéssica Alba, a égua “modelo e atriz”. Depois de um comercial pra carrapatos em que só fez uma ponta, decidiu que queria ser famosa. Faz curso de teatro e pretende deixar a fazenda o mais rápido possível .

 

 

 

Dirceu, o morcego comunista. Ex-membro da luta armada, fez curso de guerrilha em Cuba. Hoje vive de consultoria empresarial e palestras do tipo: “Como tirar o sangue do seu cliente sem que ele perceba”.

 

 

 

 

Fidel, o bode bolivariano. Vive há 50 anos na fazenda, mas está sempre vendo conspirações onde não existem. Vive em uma eterna revolução contra o Capitalismo, mas não abre mão do seu agasalho da Adidas.

 

 

 

 

Fulgêncio, o carneiro estressado. Vive dando cabeçadas em todos e em tudo. Não o condeno, pois se eu tivesse que conviver 24 horas com as ovelhas, também estaria assim.

 

 

 

Goose, o ganso que quer ser piloto de helicóptero. Coleciona revistas de aviação, broches e botons de guerra. Tem um suposto manual original do 14 Bis que conseguiu de uma perua herdeira do galinheiro de Santos Dumont. Relíquia que defende com unhas e dentes.

 

 

 

 

Hans, o cão pastor. Abandonou a Fé Católica por uma decepção na vida e hoje fundou a sua própria seita religiosa que, além de outros cães da vizinhança, tem as ovelhas como fiéis e dizimistas …Vai entender! 

 

 

 

Januário, o galo rouco. Canta sempre atrasado porque perde muito tempo fazendo gargarejo. Vive tenso com a possibilidade do patrão trocá-lo por um rádio-relógio digital.

 

 

 

 

Kofi Annan, o papagaio diplomata. Foi apreendido pelo IBAMA, quando ainda era filhote, na casa de um embaixador. Fugiu do cativeiro e veio parar na fazenda.

 

 

 

 

Lilica, a jaguatirica brega.  Sem muita noção do rídiculo, está sempre rondando a fazenda atrás de alguma criatura estúpida o suficiente para não perceber a sua presença espalhafatosa.

 

 

 

Mabel, a ovelha. Falando em criatura estúpida… (no comments)

 

 

 

 

Marilena, a psicóloga. Fez curso de Psicologia por correspondência e se acha gabaritada para cuidar de todas as criaturas loucas da fazenda. Uma verdadeira psico-pata.

 

 

 

Min-Ho-Okô, a minhoca Maoísta. Importado da China, chegou ao Brasil num período conturbado. Foi da Vila Campesina e hoje é do MST (Minhocas Sem Terra).

 

 

 

Miraflor, a abelha republicana. Cansada da Monarquia em que vive na colméia, tem idéias interessantes sobre a República. O Filonéscio sempre alerta: “Na teoria funciona, Miraflor. Na teoria”.

 

 

 

Napoleão, o porco tirano. Como no romance de George Orwell, Napoleão quer ser o chefe da fazenda. Sindicalista das empresas de presunto, não desisitirá tão facilmente dessa idéia.

 

 

 

Je Suis, o pavão estilista. Nascido na periferia e batizado Georgeuochinson , sonha em desfilar seus modelitos em Paris e Milão. Mas vive com crises de identidade toda vez que é forçado a olhar para os próprios pés.

 

 

 

 

Romeu, a capivara romântica. Está sempre na maior água, bêbado ou chorando (ou as duas coisas juntas) por algum amor rompido ou não-correspondido.

Galileu, o peru ateu. Vive embriagado desde que encheu a cara num dia 24 de dezembro. De lá pra cá, ou está no bar com o Romeu ou fica sumido vários dias antes de todo feriado, pensando já ter chegado o Natal.

 

 

 

Terremoto, o touro campeão de rodeio. Sua fama já vai além das fronteiras da pequena São João do Quentão. Valente, destemido, mas poucos sabem realmente o que vai em seu coração enorme. Gosta da saga Crepúsculo e dos livros da Lya Luft.

 

 

 

Tonhão, o beija-flor bombeiro florestal. Ficou famoso há alguns anos ao tentar apagar um incêncio na floresta, afirmando estar fazendo a sua parte. Um grande sujeito num corpo diminuto. Altruísta e sincero.

 

 

 

Leopoldina, a vaca imperatriz. De matriz inglesa, foi educada no modelo aristocrático. Aprecia poesia, música, artes e tem especial vocação para o artesanato.

 

 

 

 

Filonéscio, o burro filósofo. Um burro substantivo. Odeia a ignorância, mas é paciente com as criaturas menos dotadas de inteligência. Acredita que “com o tempo, o barro se converte em mármore” e o “carvão, em diamante”.

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Uma resposta para Personagens

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